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O que é prova no Iunto

Esta seção explica, para quem precisa avaliar um registro do Iunto sem ter usado o app, como um registro nasce, o que o impede de ser alterado, como se confere que um arquivo ou relatório é íntegro e onde a prova deixa de valer. As afirmações sobre o que o servidor garante estão na página Garantias; aqui está o mecanismo por trás delas, com remissão ao identificador de cada uma.

Quem Papel
Membro do plano Lança notas, pagamentos, comentários, mensagens e acertos em nome da própria conta.
Ex-membro Saiu ou foi removido. Lê só o que existia no período em que participou (G-14).
Servidor do Iunto As regras de segurança do banco de dados e do armazenamento de arquivos, mais as funções que rodam no servidor. É quem decide o que é aceito.
Operador do Iunto Quem administra a infraestrutura. Tem acesso administrativo e não é parte nos planos.
Terceiro Quem recebe um relatório (a outra parte, um advogado, um perito, o juízo). Confere o PDF sem conta.

O app é a interface. Ele esconde botões e valida campos para ajudar quem usa, mas nada do que importa depende dele: cada gravação chega ao servidor, e é o servidor que a aceita ou recusa. Uma versão antiga do app, ou um programa que fale com o servidor sem passar pelo app, encontra as mesmas regras.

flowchart TD
    A["App no aparelho<br/>(só interface)"] -->|grava| B["Regras do servidor<br/>aceitam ou recusam"]
    A -->|pede| C["Funções do servidor<br/>divisão, membros, itens"]
    C --> B
    B --> D["Registro vivo<br/>notas, pagamentos, plano"]
    D -->|dispara| E["Trilha de auditoria<br/>antes e depois"]
    F["Operador<br/>acesso administrativo"] -.->|fora das regras| D
    F -.-> E

A linha tracejada é o limite: as garantias valem contra os usuários do app, inclusive o criador do plano. O operador pode alterar a infraestrutura, e não existe hoje carimbo de tempo de terceiro nem cadeia de hash entre os registros que permita provar o contrário sem confiar nele. Ver Limites conhecidos.

  1. O registro vivo. Os documentos do plano: notas, pagamentos, comentários, conversa e acertos. Mostram o estado de hoje. Quem pode escrever cada um está em Como o registro nasce.
  2. A trilha de auditoria. Um registro por criação, alteração e exclusão, com o conteúdo anterior e o novo, a conta e a hora do servidor (G-12). É o que permite saber o que o registro vivo era. Ver Trilha de auditoria.
  3. Os arquivos com hash. Comprovantes e documentos guardados sem possibilidade de substituição, com o SHA-256 do conteúdo no nome (G-08, G-09). Ver Arquivos e hash.
  4. O relatório com código. Um PDF emitido pelo servidor, cuja impressão digital fica registrada e é conferível por qualquer pessoa (G-28). Ver Relatório e verificação.

Um roteiro de trabalho, na ordem em que o perito usa as quatro peças, está em Roteiro de perícia.

  • O operador. Ver o mapa acima.
  • A veracidade do conteúdo. O Iunto garante quem registrou, quando e o que mudou depois. Não garante que um lançamento manual descreva uma compra que aconteceu.
  • Quem era a pessoa por trás de uma conta excluída. Os registros guardam um código interno da conta, não o nome. Após a exclusão, a ligação entre o código e a pessoa se prova por fora.
  • Registros anteriores à data de cada garantia. Compare a data do registro com a coluna “Desde” da página Garantias.